shadow

    A ansiedade é uma epidemia. Todas as gerações são vítimas da desenfreada loucura de alcançar o que ainda falta.

Neste particular, a expectativa de alcançar, está em desejos materiais, financeiros, sociais e profissionais. Infelizmente, poucos têm ansiedade por evoluir emocionalmente.

O que vale nesta corrida maluca é acumular e aparentar.  Estamos na era da exposição da figura, e por isso é vital, fazer bonito.     Fazer bonito neste caso é ostentar vitórias e demonstrar sucesso.

A resignação, paciência, generosidade, compaixão, cuidado, benevolência, amabilidade e tantas outras atitudes e sentimentos altruístas, são um tanto pobres no processo de ostentação. A audiência clama por aparência e não essência. Simples assim!

Flashes, luzes, brindes, viagens e festas são as pautas que mais hipnotizam os seguidores. São conteúdos recheados de futilidades que alimentam as redes sociais de grande parte da população mundial.

  • Será uma forma de alienação?
  • Haverá algum interesse em disseminar assuntos sem relevância apenas para distrair e evitar o senso crítico?
  • O que acontecerá conosco considerando que estamos estáticos olhando fixamente para uma vitrine?
  • Qual o sentido de expiar a vida alheia?
  • Será esse o propósito de uma vida?
  • Será que é inevitável a contaminação pela ansiedade que a exposição social gera na multidão?
  • Que parte desta loucura social as pessoas não estão entendendo?
  • Cadê a história pessoal contada só para seu próprio travesseiro?
  • Cadê o respeito por tudo que a rotina silenciosa estabelece como vida?
  • Cadê o valor de reverenciar pequenos movimentos diários para si mesmo?
  • Por que devo colocar minha vida pessoal na vitrine e esperar que uma plateia invisível a aprecie?
  • Por que nos esquecemos de amar e respeitar nossa historia pessoal, a família e tudo que já conquistamos?
  • Será que valorizamos mais as conquista dos amigos virtuais?
  • Qual o sentido de rejeitarmos nossas origens, nossas provações a nossa história?
  • Como limpar a mente se, somos viciados pela curiosidade em relação às informações alheias?
  • Qual será o espaço que a gente poderá ter na nossa própria agenda?
  • Haverá tempo para sentirmos o significado da nossa existência?
  • Aonde chegaremos se não nos levarmos conosco?
  • Qual o fundamento de viver sem estar vivo?

Enfim, estamos nos distanciando cada vez mais da serenidade e correndo a passos largos para ansiedade de viver uma vida que não é a nossa. Uma vida que não ama e nem respeita a história pessoal.

É preciso restabelecer o contato com a nossa essência e diminuir a audiência pelo fútil e pelo banal. Não devemos apenas ocupar o tempo, ele é muito precioso para tão pouco, é preciso aproveitá-lo. Recomendo, com base nas considerações acima, que é hora de repensar o uso do tempo que nos é dado aqui na terra.

Publicidade

shadow

Artigos Relacionaods



Deixe uma resposta